As clorofíceas (do gr. khloros,
verde;
phycon,
alga) ou clorófitas (do gr. phyton,
vegetal), são as algas mais comuns, ocorrendo vastamente em água doce e do
mar, mas também em ambientes terrestres úmidos, sobre troncos de árvores e associadas a
fungos, formando uma estrutura mutualística denominada líquen.
Podem ser unicelulares ou pluricelulares, coloniais ou de vida livre.
Possuem
clorofilas a e b, carotenos e xantofilas. São verdes justamente pelo fato de a clorofila
predominar em relação aos demais pigmentos. Apresentam o amido como reserva e sua parede
celular é de celulose. Tais características aproximam as clorófitas dos vegetais
terrestres (intermediários e superiores), sendo sustentada a hipótese da evolução
dessas plantas a partir das algas verdes. Isso leva-nos a estudar algumas algas
unicelulares dentro deste grupo, e não no filo Protista.
A reprodução pode ser tanto assuxuada como sexuada. Como formas de
reprodução
assexuada, encontramos a bipartição nos unicelulares, produção de zoósporos (esporos
flagelados) ou simples fragmentação (hormogonia). Sexuadamente, pode produzir gametas
masculinos e femininos de mesma forma e tamanho (isogamia), gametas femininos maiores
(anisogamia ou heterogamia) ou gametas femininos grandes e imóveis e gametas masculinos
pequenos e móveis (oogamia). Há ainda uma reprodução sexuada mais simples, a
conjugação.
As clorófitas são responsáveis por grande parte da atividade
fotossintetizante do
planeta, sendo, portanto, errada a afirmação que a Amazônia é o pulmão do mundo. A
floresta amazônica encontra-se em estágio de clímax; logo, todo o oxigênio produzido
é consumido no próprio local.